quarta-feira, 22 de julho de 2009

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na monarquia de Deus, pago uma divida antiga
valores atualizados, calculada e corrigida
na monarquia do além, dizem que vende fiado
eu vi dizendo também que os juros são quadruplicados
é gente cobrando moral, gente pagando pecado
vendendo pedaço do céu, mas céu não se vende fiado
eu juro e te peço meu Deus, resando sempre ajoelhado
pois tanto é o sofrimento meu, só pode ser muito pecado
hoje estou arrependido por dar ouvido a uma prosa
de gente interessante, gente de fala enganosa
como aquele alguém admirando uma rosa
e esquece o espinho que tem, a surpresa há de ser dolorosa

agora com outra ideia, muito tenho refletido
Deus não é feito de carne, dinheiro não lhe tem valido
desde que o mundo não pare, todos temos aprendido
dentro de uma alcateia, ou sendo lobo perdido
analisando o passado, vejo que tenho aprendido
de tanto que tenho estudado, meu tempo não é perdido
lembro de quanto errei, não pense que tinha esquecido
compreendi por que errei, faltava-me a consciência
quem erra por inocência não erra depois de aprendido

O sofrimento que tenho é estudo ainda não compreendido.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

refazenda

é legal viver de toda a gozação
de canção, de mar, e todo o carnaval
é gostoso contemplar de toda a graça
prosear com grande amigos em uma praça
assa a carne, o tira-gosto da cachaça
é demais acreditar que é feliz
mas eu quis acreditar que existe fim
pois no final veremos que não é de grassa
veremos, que, mesmo sem ver o tempo passa
que o salário do trabalho é garantido
mas que a divida é grande compromisso
e aquele que não toma seu partido
sem compromisso vive de uma bela farça
verá no fim do carnaval, naquela praça
a solidão do que sobrou e não tem grassa
como o palhaço já cansado da canção
com a ressaca do mar e da cachaça
pode já não se encontrar mais tão feliz.