Imagens da minha mente
me soam como palavras
que correm nas minhas veias
extravasam pelas lágrimas
escorrem por entre as linhas
remontando em correntes
de frases tão multiformes
que nem tanto inocentes
eu olho o olhar do mundo
e vejo um mundo cego
não nego onde oriundo
o que sustenta meu ego
carrego no meu olhar
a flor do meu pensamento
se ele demonstra dor
por que nele há sentimento
dores e alegrias
são dias com suas flores
despetalando amores
florescendo alegrias
botão é lindo começo
caule é sustentação
espinho é despertar
da flor que não se sustenta
mas como disse os antigos
vida não se lamenta
ninguém segura os amigos
não há coração que aguenta
ouvindo minhas palavras
no fundo da conciencia
que fazem dança de louco
gastando minha inocencia
observo elas mais um pouco
sem conciencia de formas
sem normas de pensamento
nem fundo de conciencia
me encontro entre as palavras
domingo, 13 de setembro de 2009
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